domingo, 26 de dezembro de 2010

Meu mar

Tento me acalmar
Mas vivo em desespero com minha alma
Contorço-me no pesadelo de minha realidade
E com a corda que me abraça o pescoço
Cai em um poço escuro



Já morto, me pego em guerra com o amor.
Lutamos dias e noites
Durante sete anos de batalha com minha alma
Esmagando o sentimento que tanto queria para mim.



Tenho a vitória sobre o amor
Que hoje o tenho.
Mas que de mim vive distante
Minando o meu sangue como cachoeiras de queda forte.



Sou um jovem velho sofrido
Que não traz calos nas mãos
Mas um imenso cansaço no olhar
E o espelho de uma alma que não vive mais sem uma razão



Como o sangue que nas veias correm
Vem-se o tempo junto à solidão.
Afogando-me em seu oceano de ondas mortas
Com águas pesadas de paixão
Atraindo-me para o fundo de sua imensidão



Mas vem uma sereia me salvar
Sereia doce de alto mar
De olhos de mel e boca de um vermelho céu
Que me abres o peito e toma meu coração
Deixando-me viver no mar



Perdi a ti
Mas a tenho
E espero que o tempo me traga aquelas águas de volta
As águas que juntos nadávamos em amor
Sendo nós dois.
No remanso triste
Com o servo amor e vencedores da solidão
Nadando agora em ondas lúcidas longe dessa escuridão.

Preciso-te.

Seu calor me foge
Deito-me em um manto
Está frio está escuro
Não sei o que cinto
Sei que estou só


Teu sorriso me vem aos olhos
Tua boca me vem o gosto
Teus olhos me vêem amor
Teu amor me dá calor
Mas o calor me foge ao sentido


Estás longe
Cinto isso
Estás perto
Sei disso
Purifica-me te amar


Qual será meu sonho hoje?
Terei a ti nele?
Minhas realidades serão verdades
Concretizo meus ideais
Ter-te ao meu lado
Volte para mim.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Abstinência de Agrados

Não tenho vontades

Em sua ausência me perco e me confundo
O calor me some da pele
E me afaga o frio do mundo


Chega à noite
De sonhos me embriago
E na alucinação mal vinda
Peço o néctar de seu corpo


Procuro-te em toda parte
Não te vejo
Desespero-me
Uma miragem


Mas minha esperança em coma
Ainda sentes que minha existência
Ainda terá tua mão
De tamanha proteção e carências de solidão


Quero gritar seu nome
Mas tendo a certeza de tua chegada
Vejo-me tolo sem o teu abraço
Esperando teu beijo
Desejo dizer as palavras esperadas
EU TE AMO.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Aníbal Xavier do Nascimento

Em solidão imensa faz meu viver
Direções e caminhos procuro em sofrimento
Com o amor que meus sonhos me fazem desejar e ver
O destino que me acompanha ainda me impede de ter

E sem desfrutar de esperança conduzo esta sina
Que se faz um legado de uma no chacina
Com um desejo de um afeto estrondoso
Deixo bem claro minha vontade
E a dor estampada em meu rosto

Na vida tudo que chegas um dia passa
E só nos cabe a esperança de que não atue a palavra jamais
No meu ser á a esperança de um dia reencontrar
Aquele alguém
Que me pego em pesadelo de não encontrar jamais

E que meus olhos não expressem tanta tristeza
Que no teu verde de verdade
Mostre também a força e coragem
Que aqueles que se gabam serem meus inimigos
Sofrerão em enfrentar.

12/10/2009 02:52