Se vou
Eu não sei
Não tenho caminho ou direção
Se fico
Para que
Não tenho motivo nem razão.
O jardim que antes nos encontravas-mos
Faz-se hoje um pomar de plantas mortas
Em que as poucas que ainda vivem sugam o ar de minha alma
Fazendo-me lembrar de sua imagem
E a dor que em sua partida tornou bater em minha porta
Hoje sou artesão
Talho a minha solidão sem conseguir pensar em um futuro
Vou lapidando o coração de pedra que ocupa meu peito
Sem pensar em formato algum para lhe dar.
A força que me ergue é o pensamento
Pensamento de em um dia poder de voltar sonhar
De maneira indiscreta poder sorrir
Naquela hora que terei certeza que és à hora de partir
Não faço conta de tanto luxo
Não peço riquezas nem luto
Mas será que tenho um amor
Como será ela
Só peço a Deus que não me de o que já tenho
Pois se assim for
Já quero divórcio da solidão.
Esta obra eu a considero boa, pois nela consegui expressar muito de mim, a minha experiência me fez escreve-la assim, e espero que gostem.
ResponderExcluirObrigado